Jeepney, a alternativa filipina ao ônibus

Manila

Ao chegarmos em Manila, nos sentimos em casa. Sendo aqui a capital das Filipinas, ela tem todas as características que uma cidade de 10 milhões  de habitantes deve ter.

Nada aqui fica a uma distância caminhável, então o filipino fica dependente do transporte público e dos táxis  que são extremamente populares por serem baratos – quando você consegue convencer o taxista a ligar o taxímetro – e pelo fato do filipino não gostar de suar. Combine esses dois elementos com o calor absurdo que faz o país, e você terá uma população que quase nao anda e paga pelo conforto do ar condicionado.

Aqueles que não podem pagar pelo táxi  utilizam o combo trem/metrô, que é exatamente no esquema que estamos acostumados: lata de sardinha em horário de pico e quase confortável nos demais momentos do dia. Existe também o transporte mais característico e típico desse país, os Jeepneys.

Jeepney, a alternativa filipina ao ônibus
Jeepney, a alternativa filipina ao ônibus

Eles nada mais são que Jeeps com uma caçamba extendida, com dois bancos longos e que comportam aproximadamente 20 pessoas.

Os jeepneys fazem um trajeto fixo e curto, então se você precisa andar longas distâncias, com certeza pegará mais de um para cobrir todo o trajeto. O preço por viagem é de 8 pesos, ou aproximadamente 25 centavos de dolar, dentro da cidade. No caso de Jeepneys que andam nas estradas entre cidades, o preço varia de acordo com a quilometragem.

Existem também os triciclos, mas eles cobrem uma área ainda menor que os Jeepneys, mas são ainda mais baratos. Eles sao montados com uma moto que recebe um sidecar e uma cobertura do piloto. O resultado é relativamente confortável, e alguns deles ainda tem um pequeno porta-malas na traseira.

Os triciclos, motos adaptadas para receber um sidecar, sao extremamente baratos

Os triciclos, motos adaptadas para receber um sidecar, são extremamente baratos

Com tanto veículos vem a inevitável poluição. Se você anda nas ruas, após pouco tempo terá seu corpo coberto por uma camada de suor que junta com toda a poeira, resíduos da queima de combustível e poluição do ar, dando uma sensação de sujeira eterna.

Outro fator que nos lembra de casa: é a segurança. No metrô todos andam com suas mochilas e bolsas coladas ao corpo, na frente do peito ou debaixo do sovaco. Policiais estão em todos os lugares, e revistam mochilas em todas as entradas. shoppings, trem, metrô, lojas de conveniência.

Mas a característica que mais nos chamou a atenção é como o filipino come mal. Sua dieta se baseia em cadeias de fast food como McDonalds, Pizza Hut, KFC e o Jollibee. Comida industrializada ou congelada é o principal combustível do filipino.

Na hora do almoço, as pessoas fazem fila nos 7Eleven para comprar sua comida: arroz com frango ou porco. Os poucos restaurantes, ou “eaterys” que achamos, são de higiene muito duvidosa, e deixam a comida em panelas abertas na rua, onde as pessoas escolhem o que querem e pagam por porçao. Toda a comida é feita banhada em óleo, o que está nos garantindo alguns kilos a mais e alguns dias de vida a menos.

Mas para compensar, a cerveja aqui é ridiculamente barata, e ela tem sempre o mesmo preço em quase todos os lugares que você vá: 40 pesos por long neck. Pena que a dengue me proíbe de beber.

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Author: igor