Jodphur, a cidade azul
Chegamos de carro em Jodphur e a primeira impressão foi muito boa. Uma cidade desenvolvida, ruas largas, rotatórias, e um pouco menos de sujeira que as outras cidades. Tivemos essa impressão até chegarmos a Torre do Relógio, no centro da cidade.
Por ali encontramos um guest house, que é uma mistura de albergue com hotel. Ou seja, você tem o seu próprio quarto e banheiro, mas o ambiente e a limpeza, lembram mais um albergue. Nessa especialmente, a limpeza não havia sido convidada.
Saímos o mais rápido possível do quarto e fomos passear pelo centro da cidade. Foi a primeira vez que percebi no meio de toda aquela sujeira, algumas belezas da Índia.
Passamos por várias barracas, algumas de roupa, outras de tempero e o que me impressionou foi a harmonia das cores.
Voltamos para o quarto e frente toda aquela nojeita, resolvemos nos arrumar pela primeira vez na viagem. Escolhi a minha melhor roupa, troquei de brinco, coloquei meu anel novo da Turquia e até rímel passei. Fomos jantar em um restaurante bonitinho próximo ao hotel, que tinha um bom preço, uma boa vista e Internet de graça.
Foi sem dúvida a melhor refeição que fizemos na Índia até agora. O meu prato foi um Palak Paneer, um purê de espinafre com queijo cottage e uma pimenta bem de leve. Já o Igor pediu um Shahi Paneer, queijo cottage misturado com tomate e cebola. Para acompanhar, um arroz frito com especiarias.
Acordamos na manhã seguinte e resolvemos ficar mais um dia na cidade, para fazer os passeios com calma. Avisamos nosso motorista, trocamos de Guest House, e fomos a pé até o Jaswant Thada, um crematório feito em homenagem ao Marajá Jaswant Singh II.
No caminho do crematório passamos por um daqueles momentos que “eu não poderia sair da Índia sem”. Encontramos um elefante. O Igor foi o primeiro a ver e falou pra mim com um tom de maravilhado: babe, olha isso.
Quando eu vi, não me aguentei, saí correndo para ver de perto. Os indianos estavam pintando o elefante para mais tarde ganhar dinheiro com os outros turistas que ficariam tão bobos quanto nós.
Adorei aquele momento, me lembrei dos circos que ia quando criança. A pele do elefante é dura e toda enrugada, a tromba é maior do que eu imaginava e as orelhas menores. Ele mexe a tromba com muita delicadeza para pegar uma graminha e comer enquanto pacientemente espera ser pintado.
Finalmente chegamos no principal ponto turístico da cidade, a Fortaleza Mehrangarh. Você consegue vê-la de todos os cantos da cidade, e ela é impressionante também por dentro. No dia que fomos, ela estava toda decorada com temas indianos, pimentas e velas.
Descobrimos que toda aquela decoração era para a festa de aniversário dos 50 anos no marido da Naomi Campbell (matéria). Até tentamos entrar na festa, mas o segurança super simpático não acreditou que havíamos sido convidados.
A Fortaleza, construída em 1459, é considerada a guardiã da cultura do Rajastão. Nas paredes existem marcas de canhões dos exércitos que já tentaram invadi-la. Na parte interna, vimos muitas pinturas, armas e berços que pertenceram a Marajás. Os quartos eram todos muito bem decorados, e esse foi o que me chamou mais a atenção.
De cima da Fortaleza, no nosso último ponto turístico, entendemos porque Jodphur é considerada a cidade azul.
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