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Mergulhando na Lagoa Misteriosa

Acordamos cedo, ansiosos para o que estava por vir. Um dia inteiro debaixo d´água, sendo que a manhã estava reservada para realizar um sonho: mergulhar na Lagoa Misteriosa, em Jardim / MS.

Já no receptivo do Recanto Ecológico Rio da Prata somos recebidos por Araras, Papagaios, Caboré, e vários pássaros dão o ar da graça.

Papagaios no Receptivo do Recanto Ecológico Rio da Prata
Papagaios no Receptivo do Recanto Ecológico Rio da Prata

Vamos em direção a Lagoa, e quando chegamos temos nosso fôlego roubado pela vista, assim como pelos 179 degraus que nos aguardam.

Lagoa Misteriosa antes de descer os 179 degraus
Lagoa Misteriosa antes de descer os 179 degraus

Já no meio do caminho, é possível entender alguns dos motivos do nome desse lugar. A forma como o Sol incide, a água azul e cristalina fazem com que o lugar tenha um ar quase espiritual.

Todo o resto fica por conta da história e geografia. João, o nosso guia conta que os antigos criadores de gado da região, ao recolher os bois que ficavam perto da lagoa, ouviam vozes que subiam pela dolina e por isso achavam que era uma região assombrada. Depois, descobriu-se que essas vozes são consequência dos ventos e dos animais que vivem por ali.

Com profundidade total ainda desconhecida, a Lagoa Misteriosa figura do hall de cavernas mais profundas do país, depois que Gilberto Menezes de Oliveira mergulhou até os impressionantes 220m e mesmo assim não atingiu o seu fundo. Ela possui dois grandes poços, e começamos pelo mais largo, o B.

Mapeamento da Lagoa Misteriosa
Mapeamento da Lagoa Misteriosa

Caímos na água, e começamos a descida. Chegamos a 25 metros e a temperatura da água manteve-se firma nos 24°. Olhamos para cima, e é possível ver as árvores 25 metros e 179 degraus acima da gente. Os raios de Sol cortando a água, como em uma pintura religiosa. Não existem palavras para descrever a sensação, pois não parecia que estávamos mergulhando, mas sim flutuando.

Kris no poço B da Lagoa Misteriosa
Kris no poço B da Lagoa Misteriosa

Subimos aos 5 metos, e partimos para o poço A. Esse um pouco mais estreito, e nivelamos aos 17 metros. Ficamos explorando, olhando os detalhes das paredes, e 30 minutos depois, o triste sinal de fim de mergulho.

Encaramos os degraus da volta, almoçamos e deitamos nas redes, esperando para cair na água de novo. Agora, era a vez da flutuação no Rio da Prata, que também merece um post só para ele.

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